Se costumas acompanhar os meus artigos aqui na Leak, sabes perfeitamente que o mercado dos smartphones dobráveis está prestes a levar um abanão com a chegada do muito falado iPhone Ultra. Pode vir mesmo a mudar o jogo para tudo e todos.
Afinal de contas, a Apple quer entrar neste segmento para partir a loiça toda e mostrar como se faz. Mas, como já vem sendo hábito no ecossistema da maçã, nem tudo são rosas. Os primeiros segredos de produção começaram a escapar para a rede social Weibo através do conhecido “Digital Chat Station”, e a realidade nua e crua mostra que a Apple pode estar prestes a dar uma valente limitação na autonomia do seu dispositivo mais caro de sempre.
Ou seja, apesar de a marca estar a preparar uma configuração de bateria dupla para o seu primeiro dobrável, o número total fica muito abaixo daquilo que vais encontrar nos modelos tradicionais. E isto, como é óbvio, tem de ser preocupante.

Para conseguir manter o formato tipo “livro” equilibrado e não deixar um dos lados mais grosso do que o outro, a Apple não teve grande alternativa senão dividir a energia. Os dados revelam que o iPhone Ultra vai trazer uma célula de 1.921 mAh numa metade e outra de 2.962 mAh na outra. Contas de algibeira feitas, estamos a falar de um total combinado de 4.883 mAh.
À partida, quase 5.000 mAh parece um número simpático, certo? Afinal de contas, o topo de gama da Samsung conta com 5000 mAh e ninguém se queixa muito.
Mas não nos vamos fazer de anjinhos. Para termos uma noção daquilo que este número vale no world real, os rumores mais recentes apontam que o iPhone 18 Pro Max vai chegar ao mercado europeu com uma bateria quase 1000mAh a mais. Ou seja, o modelo topo de gama tradicional ganha por uma margem muito confortável ao dobrável ultra-premium da marca.
A questão aqui é que isto deixa un enorme ponto de interrogação no ar. O iPhone Ultra tem dois ecrãs para alimentar, e este continua a ser o componente que mais energia gasta num smartphone. O painel exterior para o dia a dia e o ecrã gigante dobrável no interior que, escusado será dizer, consome energia que é uma loucura. Como é que se justifica dar um balúrdio por um smartphone deste calibre para depois termos menos capacidade de energia do que num modelo Pro Max? Afinal, é esperado que o preço do Ultra seja de 2500€.
É uma pergunta complicada, e de facto, é esperado que o Ultra dure menos tempo que o iPhone 18 Pro Max. Mas também é esperado que o novo SoC de 2nm faça a diferença na autonomia em ambos os modelos. Se ambos aguentarem um dia de uso intensivo… É assim tão grave ter uma bateria mais pequena?
Fonte: Zero Zero






