Moçambique e Tanzânia iniciaram esta segunda-feira um intercâmbio técnico destinado ao reforço dos mecanismos conjuntos de prevenção e resposta a desastres naturais, numa altura em que os efeitos das mudanças climáticas continuam a afectar a região da África Austral.
O encontro reúne representantes dos dois países e parceiros humanitários para debater estratégias de acção antecipada diante de eventos extremos, incluindo ciclones, cheias, secas e insegurança alimentar.
A iniciativa é promovida pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, em coordenação com instituições tanzanianas e o Programa Mundial de Alimentação.
Segundo o vice-presidente do INGD, Gabriel Monteiro, o intercâmbio visa ampliar a capacidade de resposta antecipada perante fenómenos climáticos extremos que têm afectado com frequência os dois países.
O responsável reconheceu que Moçambique continua a enfrentar limitações financeiras e estruturais nos processos de assistência e recuperação pós-desastres, mas garantiu que o Governo prossegue os esforços de mobilização de apoio internacional.
“Estamos focados na expansão das acções antecipadas perante eventos extremos”, afirmou Gabriel Monteiro durante a abertura do encontro técnico.
Por sua vez, o secretário permanente do Gabinete do Primeiro-Ministro da Tanzânia, Jim James Yonazi, destacou o apoio prestado por Moçambique em iniciativas de preparação logística e assistência humanitária.
“Moçambique ajudou-nos a desenvolver o Plano de Acção de Preparação Logística, que estamos agora em condições de implementar”, afirmou.
O dirigente tanzaniano sublinhou ainda o apoio recebido na distribuição de assistência alimentar às comunidades afectadas por crises climáticas e no desenvolvimento de estratégias de protecção social adaptativa para famílias vulneráveis.
Segundo os organizadores, o intercâmbio técnico inclui sessões de trabalho, partilha de experiências e visitas de campo a instituições moçambicanas ligadas à gestão e redução do risco de desastres.
Nos últimos anos, Moçambique e Tanzânia têm enfrentado impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas, incluindo ciclones tropicais, chuvas intensas, secas prolongadas e deslocamentos populacionais, factores que têm pressionado os sistemas nacionais de resposta humanitária.
Especialistas consideram que a cooperação regional e os mecanismos de resposta antecipada são fundamentais para reduzir perdas humanas e económicas associadas aos desastres naturais na África Austral.
Fonte: O País