InícioRevistaTecnologiaMonopólio digital? Plano da Sony para matar discos tremeu!

Monopólio digital? Plano da Sony para matar discos tremeu!

Se costumas acompanhar os meus artigos aqui na Leak sobre gaming e o mercado de consolas, sabes perfeitamente que o futuro dos jogos físicos está por um fio. Na semana passada, a Sony largou uma autêntica bomba ao anunciar que vai deixar de produzir discos para a PlayStation a partir de janeiro de 2028.

O mercado de retalho tradicional vai passar a vender apenas caixas com códigos de descarga lá dentro, ou esse tipo de produto pode mesmo vir a desaparecer das prateleiras. A decisão gerou uma onda de revolta imediata na internet, com petições de fãs e até lamentos públicos de figuras como Hideo Kojima. Mas, a dor de cabeça mais grave para a gigante japonesa está a avançar nos tribunais.

Ao fechar a torneira dos discos, a Sony elimina a concorrência e passa a ditar sozinha as regras do mercado, um abuso de poder que já a fez saltar para o banco dos réus na Europa e nos Estados Unidos.

Mega-promoção PlayStation, Descontos na PlayStation Store

A associação de consumidores holandesa Stichting Massaschade & Consument, que lidera um processo coletivo de 400 milhões de euros em nome de quase dois milhões de jogadores, explicou o perigo real desta jogada. Quando os discos desaparecerem das prateleiras em 2028, desaparece também o mercado de jogos em segunda mão e as promoções agressivas das lojas físicas. Isto significa que os jogadores ficam sem alternativa! Ou pagam o valor estipulado na PlayStation Store ou não jogam.

A partir desse momento, a Sony passa a controlar não só o preço final de cada título, mas também o próprio tempo de vida do jogo no teu perfil. Uma vez que digitalmente tu não és dono de nada, apenas alugas uma licença.

Esta “taxa Sony” que inflaciona os preços digitais face aos físicos já está a ser contestada em várias frentes. No Reino Unido, a empresa enfrenta um processo gigante de 2 mil milhões de libras liderado por defensores dos direitos dos consumidores. Isto enquanto nos Estados Unidos os acordos em tribunal por fixação de preços já começaram a receber luz verde preliminar por parte dos juízes.

A defesa da Sony tem-se agarrado ao argumento de que os preços praticados na sua loja digital refletem os custos de manutenção da infraestrutura e o valor acrescentado da plataforma. Só que esta transição forçada para o formato puramente digital está a deixar reguladores e tribunais em alerta máximo. Mais especificamente sobre os limites do monopólio de uma marca dentro do seu próprio ecossistema.

Em suma, vai dar muito que falar. Isto mesmo tendo em conta que muito difícilmente algum travão será capaz de meter um stop neste comboio.

 

Fonte: Zero Zero

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