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Presidente da República garante apoio aos moçambicanos vítimas de xenofobia e aposta na sua reintegração

Resumo

Dar es Salaam (Tanzânia), 04 Jul (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, garantiu este sábado que o Governo está a prestar assistência contínua aos moçambicanos que regressam da África do Sul na sequência dos actos de xenofobia, assegurando-lhes transporte, alimentação, acolhimento e integração socioeconómica O Chefe do Estado afirmou que, além da resposta humanitária, o Executivo está a identificar as competências profissionais dos cidadãos repatriados para facilitar a sua inserção em projectos de desenvolvimento em Moçambique e em mercados de trabalho internacionais com os quais o País mantém acordos de cooperação Falando em Dar es Salaam, na República Unida da Tanzânia, durante a conferência de imprensa de balanço da sua participação, como Convidado de Honra, na abertura da 50 ª Feira Internacional de Comércio de Dar es Salaam (Saba Saba), o estadista moçambicano começou por manifestar solidariedade para com os cidadãos afectados pela violência xenófoba A seguir, explicou que o Governo mobilizou equipas consulares em vários pontos da África do Sul, nomeadamente em Joanesburgo, Pretória, Cidade do Cabo, Nelspruit e Durban, além de uma equipa posicionada na fronteira de Ressano Garcia, para assegurar o acolhimento dos cidadãos que regressam a Moçambique Segundo o Chefe do Estado, o Executivo assumiu integralmente a logística de repatriamento dos cidadãos moçambicanos, garantindo igualmente o seu encaminhamento para as respectivas zonas de origem, sobretudo nas províncias de Gaza, Inhambane Maputo e Manica Acrescentou que as autoridades estão também a trabalhar em estreita coordenação com a Embaixada do Malawi em Maputo, para apoiar os nacionais daquele país que utilizam Moçambique como corredor de regresso O Presidente moçambicano esclareceu que a resposta governamental está a ser conduzida por uma equipa multissectorial, envolvendo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), o Serviço Nacional de Migração (SERNAMI), o Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas no Exterior (INACE), as Alfândegas, as Missões Consulares de Moçambique na África do Sul e outras instituições do Estado “Como Governo, a nossa responsabilidade não é só cuidar dos moçambicanos que estão dentro do território nacional, mas também no estrangeiro”, afirmou, acrescentando que os cidadãos recebem uma refeição quente logo à chegada e passam por um processo de triagem, processo que inclui, de entre outros, o registo das suas competências O governante explicou que a triagem das competências profissionais dos repatriados visa facilitar a sua inserção no mercado de trabalho Referiu que uma das prioridades é integrá-los em projectos em curso, em Moçambique, incluindo os integrados no sector de petróleo e gás Além das oportunidades existentes em território nacional, o Chefe do Estado recordou que Moçambique mantém acordos de mobilidade laboral com Portugal e os Emirados Árabes Unidos, instrumentos que poderão igualmente beneficiar os cidadãos regressados da África do Sul Relativamente a Portugal, revelou que cerca de 800 jovens moçambicanos já foram colocados no mercado de trabalho daquele país europeu desde o início do acordo, incluindo aproximadamente 200 motoristas, estando actualmente em curso o processo de selecção de mais 300 trabalhadores para responder às necessidades do mercado luso Quanto aos Emirados Árabes Unidos, destacou os resultados obtidos pelo novo modelo de recrutamento através do Instituto de Emprego e Formação Profissional, indicando que o primeiro grupo de 15 jovens enviados já apresenta casos de rápida progressão profissional “O que nos impressionou é que, destes 15 jovens, dois, em apenas duas semanas, foram promovidos para supervisor das obras”, afirmou, acrescentando que outros três trabalhadores estão igualmente a ser avaliados para ascenderem às mesmas funções, dada a sua seriedade e o nível de conhecimentos técnicos que possuem O Presidente da República concluiu referindo que o levantamento das competências dos cidadãos regressados permitirá criar uma base de dados estratégica para facilitar a sua integração em oportunidades de emprego dentro e fora do País Segundo avançou, muitos destes trabalhadores possuem experiência profissional consolidada e domínio da língua inglesa, factores que poderão reforçar a sua empregabilidade em Moçambique e nos países com os quais o Estado moçambicano mantém acordos de cooperação laboral (AIM) NL/ Fonte: aimnews

Dar es Salaam (Tanzânia), 04 Jul (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, garantiu este sábado que o Governo está a prestar assistência contínua aos moçambicanos que regressam da África do Sul na sequência dos actos de xenofobia, assegurando-lhes transporte, alimentação, acolhimento e integração socioeconómica.

O Chefe do Estado afirmou que, além da resposta humanitária, o Executivo está a identificar as competências profissionais dos cidadãos repatriados para facilitar a sua inserção em projectos de desenvolvimento em Moçambique e em mercados de trabalho internacionais com os quais o País mantém acordos de cooperação.

Falando em Dar es Salaam, na República Unida da Tanzânia, durante a conferência de imprensa de balanço da sua participação, como Convidado de Honra, na abertura da 50.ª Feira Internacional de Comércio de Dar es Salaam (Saba Saba), o estadista moçambicano começou por manifestar solidariedade para com os cidadãos afectados pela violência xenófoba.

A seguir, explicou que o Governo mobilizou equipas consulares em vários pontos da África do Sul, nomeadamente em Joanesburgo, Pretória, Cidade do Cabo, Nelspruit e Durban, além de uma equipa posicionada na fronteira de Ressano Garcia, para assegurar o acolhimento dos cidadãos que regressam a Moçambique.

Segundo o Chefe do Estado, o Executivo assumiu integralmente a logística de repatriamento dos cidadãos moçambicanos, garantindo igualmente o seu encaminhamento para as respectivas zonas de origem, sobretudo nas províncias de Gaza, Inhambane Maputo e Manica.

Acrescentou que as autoridades estão também a trabalhar em estreita coordenação com a Embaixada do Malawi em Maputo, para apoiar os nacionais daquele país que utilizam Moçambique como corredor de regresso.

O Presidente moçambicano esclareceu que a resposta governamental está a ser conduzida por uma equipa multissectorial, envolvendo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), o Serviço Nacional de Migração (SERNAMI), o Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas no Exterior (INACE), as Alfândegas, as Missões Consulares de Moçambique na África do Sul e outras instituições do Estado.

“Como Governo, a nossa responsabilidade não é só cuidar dos moçambicanos que estão dentro do território nacional, mas também no estrangeiro”, afirmou, acrescentando que os cidadãos recebem uma refeição quente logo à chegada e passam por um processo de triagem, processo que inclui, de entre outros, o registo das suas competências.

O governante explicou que a triagem das competências profissionais dos repatriados visa facilitar a sua inserção no mercado de trabalho. Referiu que uma das prioridades é integrá-los em projectos em curso, em Moçambique, incluindo os integrados no sector de petróleo e gás.

Além das oportunidades existentes em território nacional, o Chefe do Estado recordou que Moçambique mantém acordos de mobilidade laboral com Portugal e os Emirados Árabes Unidos, instrumentos que poderão igualmente beneficiar os cidadãos regressados da África do Sul.

Relativamente a Portugal, revelou que cerca de 800 jovens moçambicanos já foram colocados no mercado de trabalho daquele país europeu desde o início do acordo, incluindo aproximadamente 200 motoristas, estando actualmente em curso o processo de selecção de mais 300 trabalhadores para responder às necessidades do mercado luso.

Quanto aos Emirados Árabes Unidos, destacou os resultados obtidos pelo novo modelo de recrutamento através do Instituto de Emprego e Formação Profissional, indicando que o primeiro grupo de 15 jovens enviados já apresenta casos de rápida progressão profissional.

“O que nos impressionou é que, destes 15 jovens, dois, em apenas duas semanas, foram promovidos para supervisor das obras”, afirmou, acrescentando que outros três trabalhadores estão igualmente a ser avaliados para ascenderem às mesmas funções, dada a sua seriedade e o nível de conhecimentos técnicos que possuem.

O Presidente da República concluiu referindo que o levantamento das competências dos cidadãos regressados permitirá criar uma base de dados estratégica para facilitar a sua integração em oportunidades de emprego dentro e fora do País.

Segundo avançou, muitos destes trabalhadores possuem experiência profissional consolidada e domínio da língua inglesa, factores que poderão reforçar a sua empregabilidade em Moçambique e nos países com os quais o Estado moçambicano mantém acordos de cooperação laboral.

(AIM)

NL/

 

Fonte: aimnews

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