Resumo
O aumento da pirataria de TV em Portugal está a tornar-se uma realidade cada vez mais comum, com cerca de 200 mil lares a recorrer a serviços ilegais de televisão, como o IPTV, para aceder a canais pagos sem subscrição oficial. Apesar de ser considerado crime, a facilidade de acesso e os preços elevados dos pacotes legais levam muitas famílias a optar por esta alternativa mais barata. Estima-se que 4% dos lares portugueses pratiquem esta forma de pirataria, mas acredita-se que o número real possa ser ainda mais elevado, podendo chegar a 10%. As operadoras tradicionais tentam combater o fenómeno, mas enquanto os preços dos serviços legais não forem mais acessíveis, o mercado paralelo continuará a crescer.
Ou seja, há cada vez mais portugueses a meter as mãos na chamada TV “pirata” em casa.
Assim, por muito que as operadoras tradicionais tentem fechar a torneira e inventem novas formas de combater o fenómeno, a verdade nua e crua é que os preços dos pacotes legais continuam no teto. Se a isto juntares a facilidade com que hoje em dia se acede a alternativas ilícitas, temos a tempestade perfeita montada no nosso país.
Resultado? Muito boa gente se tem vindo a virar para o lado ilegal da coisa.

Portanto, como estou farto de dizer, é completamente normal ires jantar com 10 amigos e 8 ou 9 terem uma qualquer subscrição de IPTV pirata. Hoje em dia é assim! Completamente normal e até natural ter algo deste tipo no telemóvel, PC, tablet ou box da TV.
De facto, as estimativas oficiais apontam para um cenário impressionante. Cerca de 200 mil lares em Portugal já recorrem a serviços ilegais de televisão, com o famoso IPTV à cabeça, para ver canais pagos sem ter uma subscrição oficial. Mas eu até acho que este número está muito abaixo da realidade. Estamos a falar de qualquer coisa como 4% do total de habitações do país.
Mas, na minha opinião, o número é bastante mais alto que este. Eu não ficaria impressionado se fosse o dobro, ou até mais que isso. 10% é um número assustador dentro deste tema. Mas não é chocante. Afinal de contas, nos dias que correm, até quem não percebe nada de tecnologia quer fugir aos preços absurdos dos serviços legais.
É bastante simples na verdade. Enquanto os pacotes oficiais que incluem canais de desporto e entretenimento exigem uma mensalidade pesada, estas listas alternativas oferecem mundos e fundos por uma fração do custo. Assim, para muitas famílias que tentam equilibrar o orçamento mensal, a tentação acaba por falar mais alto.

Esta prática de aceder a canais sem autorização é considerada crime por cá, e as penas na lei portuguesa podem mesmo chegar aos cinco anos de prisão. Ainda assim, o medo das autoridades parece não ser suficiente para travar o crescimento das listas de IPTV.
No fim do dia, a caça às bruxas e o bloqueio de servidores por parte das operadoras continuam a ser apenas um penso rápido numa ferida aberta. Enquanto o acesso aos conteúdos legais for visto como um luxo e os preços não descerem para níveis realistas, o mercado paralelo vai continuar a faturar milhões e a crescer de dia para dia.
Assim, como o mercado não se resolve apenas com ameaças, resta saber quando é que as operadoras percebem que o verdadeiro combate à pirataria se faz na tabela de preços. Tu o que pensas desta situação?
Fonte: Zero Zero


