Resumo
O Ministro da Economia de Moçambique, Basílio Muhate, defendeu a necessidade de posicionar o país como uma marca turística de referência internacional durante o Fórum de Turismo e Investimento em Nampula. Muhate destacou a importância de uma estratégia sólida de promoção e valorização da imagem nacional para atrair visitantes, investidores e oportunidades de negócio, transformando o turismo numa das principais alavancas do desenvolvimento económico. Apesar do crescimento do setor, Muhate reconheceu que os resultados ainda estão aquém do potencial real do país, sublinhando a importância da transformação estrutural da economia e da criação de emprego para a juventude. O evento visa debater oportunidades de investimento e desenvolvimento do setor turístico, antecedendo a Gala Nacional do Turismo que irá premiar os destaques do setor nos últimos doze meses.
Falando na abertura do Fórum de Turismo e Investimento, que decorre na vila-sede do distrito de Rapale, Muhate afirmou que o país possui condições ímpares para se afirmar entre os destinos mais procurados de África, mas advertiu que o potencial existente deve ser acompanhado por uma estratégia sólida de promoção e valorização da imagem nacional.
“Não basta possuir recursos extraordinários. É preciso construir a nossa reputação como país, fortalecer a confiança dos investidores e comunicar ao mundo uma narrativa forte, coerente e inspiradora sobre Moçambique. Precisamos transformar Moçambique numa marca turística africana reconhecida, competitiva e desejada pelos mercados internacionais”, declarou.
Segundo o governante, este constitui um dos três grandes desafios que o país enfrenta para aproveitar plenamente o enorme potencial turístico de que dispõe.
Muhate recordou que, em 2025, Moçambique recebeu cerca de 1,2 milhão de visitantes, um crescimento de 15 por cento em relação ao ano anterior, gerando receitas superiores a 13 mil milhões de meticais.
“São números que demonstram que o turismo está a crescer, a atrair cada vez mais visitantes e a afirmar-se como um dos sectores estratégicos da nossa economia”, sublinhou.
Muhate destacou igualmente que o turismo mundial atravessa uma fase de recuperação acelerada, abrindo novas oportunidades para destinos emergentes. Neste contexto, considera que Moçambique surge perante o continente e o mundo como uma das mais promissoras fronteiras de investimento turístico em África.
Apesar dos avanços registados, o ministro reconheceu que os resultados alcançados continuam aquém do potencial real do país, tendo em conta os mais de 2.700 quilómetros de costa, a riqueza do património cultural, a diversidade de ecossistemas, as áreas de conservação de importância internacional e os inúmeros atractivos distribuídos por todas as províncias.
Para o governante, a palavra-chave para o futuro do sector é “transformação”.
“Pretendemos transformar estruturalmente a nossa economia, transformar oportunidades de investimento em empresas, empresas em emprego e emprego em prosperidade para a nossa juventude”, afirmou.
Na sua intervenção, Muhate identificou três prioridades estratégicas para consolidar o turismo como um dos pilares da diversificação económica nacional.
A primeira é o fortalecimento da marca Moçambique num mercado global cada vez mais competitivo, onde os destinos disputam a atenção dos turistas e investidores internacionais.
A segunda prioridade é a promoção do investimento turístico. Neste âmbito, as onze províncias do país apresentam, durante o fórum, os seus principais produtos e projectos estratégicos, procurando captar novos investimentos para o sector.
A terceira prioridade é o reforço da conectividade. Segundo Muhate, nenhum destino turístico consegue crescer de forma sustentável sem acessos eficientes.
“Nenhum investidor aplica recursos onde não consegue chegar e nenhum turista escolhe um destino distante, caro ou difícil de aceder. Por isso, a conectividade aérea, marítima, ferroviária e rodoviária constitui uma prioridade estratégica da nossa governação”, concluiu.
O evento reúne governantes, operadores turísticos e investidores nacionais e estrangeiros, constituindo uma plataforma de debate sobre oportunidades de investimento e desenvolvimento do sector.
O fórum prolonga-se até ao próximo sábado e antecede a realização da Gala Nacional do Turismo, cerimónia que distinguirá os profissionais, empresas e iniciativas que mais se destacaram no sector ao longo dos últimos doze meses.
(AIM)
(Redacção)
Fonte: aimnews






