Resumo
O fim dos smartphones baratos em 2027: A Inteligência Artificial vai matar os telemóveis low-cost, e vai também dar um pancadão à antiga nos modelos de gama média Se costumas acompanhar a Leak, mais concretamente no lado dos smartphones mas também no hardware geral… Sabes perfeitamente que o preço das memórias RAM e do armazenamento tem sido a grande dor de cabeça da indústria Aliás, se achavas que a situação já estava má com os aumentos recentes, prepara-te, porque o cenário para 2027 é simplesmente catastrófico para quem não quer gastar fortunas num telemóvel Por isso, vários especialistas e analistas da indústria lançaram um alerta sério A febre da Inteligência Artificial está a engolir de tal forma a produção de chips que os smartphones baratos correm o risco real de desaparecer do mapa já no próximo ano A culpa não é propriamente das marcas de telemóveis, que têm de lidar com fornecedores É mesmo de tudo o resto Mas, no fim do dia, quem fica mal somos nós, que vamos ter menos escolha, e pior que isso, vai ser tudo mais caro Ou seja, vai tudo para IA, e para o mercado dos smartphones, vai sobrar apenas o resto do prato Para perceberes como chegámos a este ponto de rutura, os preços da memória DRAM sofreram um disparo absurdo de cerca de 700% desde 2022 E o grande problema é que não há concorrência real para forçar a descida dos valores Aliás, eu já falei sobre isto As gigantes deste mercado decidiram cortar na produção, e o resultado está à vista Mais concretamente, cerca de 90% de toda a produção global de memória está trancada nas mãos de apenas três empresas: a Samsung, a SK hynix e a Micron Mesmo com processos judiciais e investigações de cartel em cima da mesa, o controlo que eles têm sobre o mercado é absoluto Dito tudo isto, com as fábricas focadas em produzir memórias ultra-rápidas e caras para os servidores de IA (onde as margens de lucro são brutais), as marcas de smartphones perderam qualquer poder de negociação Para teres noção, mais de metade de toda a memória após produzida vai para dentro de supercomputadores focados em IA Analistas estimam que os smartphones na fasquia dos 200€ simplesmente deixem de existir em 2027 O custo dos chips de memória e armazenamento vai passar a representar uns pesados 60% do custo total de fabrico de um telemóvel, e isso tem obviamente um impacto nefasto nas contas das fabricantes Afinal, para uma marca conseguir lançar um equipamento nessa gama de preço com alguma margem de lucro, teria de lançar um autêntico “mono” sem specs nenhumas, algo que ninguém vai querer comprar A IDC já veio prever que o volume de envios de smartphones a nível global vai cair para os valores mais baixos registados desde 2013, e o mercado de PCs vai pelo mesmo caminho Há quem aponte os fabricantes chineses, como a CXMT ou a YMTC, como a salvação para marcas locais como a Xiaomi, a Huawei ou a Oppo Mas para marcas como a Apple, que dependem de cadeias de distribuição globais e enfrentam barreiras geopolíticas constantes com a administração americana… A solução não é assim tão simples Como referiu o conhecido analista Ming-Chi Kuo, recorrer a fornecedores secundários serve apenas para garantir que há chips para meter nos iPhones, não significa de todo que os preços vão baixar De facto, significa que vão aumentar Se tens um telemóvel antigo que ainda vai sobrevivendo e estavas a pensar aguentar mais um ano para apanhar uma boa promoção na gama média-baixa… Talvez seja melhor repensares a estratégia antes que o mercado mude as regras do jogo de vez Fonte: Zero Zero
Se costumas acompanhar a Leak, mais concretamente no lado dos smartphones mas também no hardware geral… Sabes perfeitamente que o preço das memórias RAM e do armazenamento tem sido a grande dor de cabeça da indústria.
Aliás, se achavas que a situação já estava má com os aumentos recentes, prepara-te, porque o cenário para 2027 é simplesmente catastrófico para quem não quer gastar fortunas num telemóvel. Por isso, vários especialistas e analistas da indústria lançaram um alerta sério. A febre da Inteligência Artificial está a engolir de tal forma a produção de chips que os smartphones baratos correm o risco real de desaparecer do mapa já no próximo ano.
A culpa não é propriamente das marcas de telemóveis, que têm de lidar com fornecedores. É mesmo de tudo o resto. Mas, no fim do dia, quem fica mal somos nós, que vamos ter menos escolha, e pior que isso, vai ser tudo mais caro.
Ou seja, vai tudo para IA, e para o mercado dos smartphones, vai sobrar apenas o resto do prato.
Para perceberes como chegámos a este ponto de rutura, os preços da memória DRAM sofreram um disparo absurdo de cerca de 700% desde 2022. E o grande problema é que não há concorrência real para forçar a descida dos valores. Aliás, eu já falei sobre isto. As gigantes deste mercado decidiram cortar na produção, e o resultado está à vista.
Mais concretamente, cerca de 90% de toda a produção global de memória está trancada nas mãos de apenas três empresas: a Samsung, a SK hynix e a Micron. Mesmo com processos judiciais e investigações de cartel em cima da mesa, o controlo que eles têm sobre o mercado é absoluto.
Dito tudo isto, com as fábricas focadas em produzir memórias ultra-rápidas e caras para os servidores de IA (onde as margens de lucro são brutais), as marcas de smartphones perderam qualquer poder de negociação.
Para teres noção, mais de metade de toda a memória após produzida vai para dentro de supercomputadores focados em IA.
Analistas estimam que os smartphones na fasquia dos 200€ simplesmente deixem de existir em 2027.
O custo dos chips de memória e armazenamento vai passar a representar uns pesados 60% do custo total de fabrico de um telemóvel, e isso tem obviamente um impacto nefasto nas contas das fabricantes.
Afinal, para uma marca conseguir lançar um equipamento nessa gama de preço com alguma margem de lucro, teria de lançar um autêntico “mono” sem specs nenhumas, algo que ninguém vai querer comprar.
A IDC já veio prever que o volume de envios de smartphones a nível global vai cair para os valores mais baixos registados desde 2013, e o mercado de PCs vai pelo mesmo caminho. Há quem aponte os fabricantes chineses, como a CXMT ou a YMTC, como a salvação para marcas locais como a Xiaomi, a Huawei ou a Oppo.
Mas para marcas como a Apple, que dependem de cadeias de distribuição globais e enfrentam barreiras geopolíticas constantes com a administração americana… A solução não é assim tão simples. Como referiu o conhecido analista Ming-Chi Kuo, recorrer a fornecedores secundários serve apenas para garantir que há chips para meter nos iPhones, não significa de todo que os preços vão baixar. De facto, significa que vão aumentar.
Se tens um telemóvel antigo que ainda vai sobrevivendo e estavas a pensar aguentar mais um ano para apanhar uma boa promoção na gama média-baixa… Talvez seja melhor repensares a estratégia antes que o mercado mude as regras do jogo de vez.
Fonte: Zero Zero




