InícioEducaçãoABERTURA DO ANO LECTIVO AUMENTA PROCURA DE MATERIAL ESCOLAR

ABERTURA DO ANO LECTIVO AUMENTA PROCURA DE MATERIAL ESCOLAR

Resumo

O ano letivo inicia hoje em todo o país, mas as aulas começam na segunda-feira, impulsionando a procura de material escolar. Alguns pais notam preços mais acessíveis, como Mário Armindo, que destaca uma ligeira redução nos valores. Por outro lado, Percina Jaime enfrenta subidas repentinas de preços, dificultando a compra. O ano letivo de 2026 traz mudanças no sistema de ensino, com a reintrodução de disciplinas como Física e Química na 7.ª classe e Geografia no segundo ciclo, além da eliminação do período noturno para menores de 18 anos. Para acomodar mais alunos, 159 escolas vão adotar três turnos. O Ministério da Educação tem como meta inscrever mais de 1,6 milhões de novos alunos em 2026, já tendo matriculado 1,32 milhões.

Por: Gentil Abel

Arranca hoje, sexta-feira, 27 de fevereiro, o ano lectivo em todo o território nacional. No entanto, a retoma das aulas com os alunos está marcada para segunda-feira, 2 de março, facto que já está a impulsionar a procura de material escolar em vários pontos do país.

Assim sendo, nas principais zonas comerciais regista-se maior movimento de pais e encarregados de educação que buscam garantir cadernos, pastas, uniformes e outros artigos indispensáveis para o arranque das aulas. Alguns encarregados de educação afirmam que, comparativamente ao ano passado, os preços de certos produtos estão mais acessíveis.

É o caso de Mário Armindo, que considera haver uma ligeira redução nos valores do material escolar. “Este ano estou a ver que os preços estão relativamente baixos em relação aos outros anos. Tivemos um mês de preparação e houve uma tendência de reduzir os preços. Comparando com o ano passado, dá para comprar o material”, afirmou.

No entanto, quanto aos uniformes, Armindo observa uma subida, ainda que moderada. “Os preços estão um pouco mais altos, mas não tão significativo. Talvez porque os comerciantes perceberam que as pessoas não têm muito dinheiro. Mesmo aumentando, as pessoas vão tender a comprar menos”, explicou. Para o encarregado, o melhor período para adquirir material escolar é antes das festas, quando a procura é menor e os preços tendem a ser mais baixos. “Nós, moçambicanos, temos a tendência de deixar tudo para a última hora, e acabamos por sofrer com isso”, acrescentou.

Desta feita, nem todos partilham da mesma opinião. Percina Jaime relata dificuldades para adquirir o material necessário. Segundo ela, os preços subiram de forma repentina nos últimos dias. “A compra de material não está a ser fácil, tendo em conta que as aulas começam na segunda-feira e as coisas subiram do nada. O caderno está a 170 meticais. A pasta que era 500 meticais no mês passado agora está entre 690 e 800 meticais”, lamentou, após deslocar-se à baixa da cidade para efetuar as compras.

Entretanto, o ano lectivo de 2026 traz também mudanças significativas no sistema de ensino, no âmbito da implementação da nova Lei do Sistema Nacional de Educação. Entre as principais alterações destaca-se a reintrodução das disciplinas de Física e Química na 7.ª classe e a reintegração de Geografia no segundo ciclo.

Assim sendo, uma das medidas mais relevantes é a eliminação do período noturno para estudantes menores de 18 anos. A decisão, segundo o Ministério da Educação, visa reforçar a segurança e melhorar a eficácia pedagógica. Para acomodar o novo fluxo de alunos, 159 escolas em todo o país vão adoptar o regime de três turnos.

Por fim, o sector da Educação definiu como meta para 2026 a inscrição de mais de 1,6 milhão de novos alunos, tendo já alcançado um grau de realização de 81,2%, o equivalente a 1,32 milhão de estudantes matriculados. As matrículas decorrem até abril, com o objectivo de garantir maior inclusão, sobretudo de crianças que se e

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