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Moçambique Prepara Entrada Nos Mercados De Carbono Com Novo Sistema De Registo E Alinhamento Ao Acordo De Paris

Moçambique está a estruturar a sua entrada nos mercados internacionais de carbono, através da criação de um sistema nacional de registo de créditos, alinhado com os mecanismos do Acordo de Paris.A informação consta do , recentemente publicado, que analisa a evolução do sector extractivo e as novas oportunidades associadas à transição energética e ao financiamento climático.De acordo com o documento, esta iniciativa visa criar uma base institucional robusta que permita ao país participar de forma credível e estruturada num mercado global em rápida expansão.O relatório sublinha que a criação de um sistema nacional de registo é essencial para garantir a rastreabilidade, transparência e integridade dos créditos de carbono gerados em Moçambique — requisitos fundamentais para a sua aceitação nos mercados internacionais.Este mecanismo permitirá certificar projectos de mitigação e assegurar que os créditos emitidos correspondem a reduções efectivas de emissões, reforçando a confiança dos investidores e compradores.Segundo o relatório da ITIE, Moçambique reúne condições naturais relevantes para se afirmar como fornecedor de créditos de carbono, nomeadamente através da conservação florestal, projectos de energia renovável e iniciativas de uso sustentável da terra.Este posicionamento poderá permitir ao país transformar activos ambientais em instrumentos económicos, gerando receitas adicionais e promovendo o desenvolvimento sustentável.Num contexto global marcado pela redução da ajuda tradicional e maior pressão sobre os fluxos financeiros, o financiamento climático emerge como uma alternativa relevante.O relatório destaca que a participação nos mercados de carbono pode contribuir para diversificar fontes de financiamento e apoiar a implementação de políticas de mitigação e adaptação às alterações climáticas.Apesar do potencial identificado, o documento alerta para a necessidade de reforço da capacidade institucional e do quadro regulatório, elementos essenciais para assegurar o funcionamento eficaz do sistema.A coordenação entre entidades públicas, a definição de regras claras e a criação de mecanismos de supervisão serão factores críticos para garantir a integridade e sustentabilidade do mercado de carbono no país.A análise do evidencia que o país está a dar passos relevantes para se posicionar num novo segmento da economia global.Contudo, o sucesso desta estratégia dependerá da capacidade de transformar este enquadramento institucional em projectos concretos, credíveis e financeiramente viáveis, capazes de atrair investimento e gerar impacto económico real.

Fonte: O Económico

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