InícioNacionalSociedadeMercados registam aumento de preços de produtos na Cidade de Maputo

Mercados registam aumento de preços de produtos na Cidade de Maputo

Os mercados da Cidade de Maputo já começaram a registar aumento de preços de produtos alimentares, associado ao encarecimento dos combustíveis. A situação baralha o orçamento das famílias, que classificam as contas de “sufocantes”.

O efeito em cascata do aumento dos preços dos combustíveis já se reflecte nos principais mercados da cidade de Maputo.  Dos mercados de venda a grosso até ao retalho, incluindo as mercearias, os comerciantes falam dos transtornos que enfrentam para fazer chegar os produtos alimentares aos mercados.

“Estamos a passar mal. Chegamos a permanecer 18 horas e no fim não conseguimos combustível para meter no carro da mercearia”, descreveu Tomás Zito, assistente de uma mercearia de venda a grosso no Mercado Fajardo.

Face aos cenários, o agravamento dos preços é a única solução sustentável que encontra para a manutenção dos seus negócios, até porque consideram que não tem tido lucros com os preços actuais.

“Como subiu o combustível, nós também gastamos mais para fazer chegar os produtos aqui [no mercado], então estamos aumentando um pouco os preços para recompensar”, explicou, citando alguns produtos como arroz e óleo alimentar como parte da cesta básica já com novos preços.

A subida não passa despercebida nas contas de quem mensalmente frequenta os mercados para fazer as compras. Isabel Mondlane, que a encontrámos nas compras, classificou os preços de “puxados” principalmente a cebola e a batata.

“Se continuar assim, vamos tirar os pavês e teremos de fazer as pequenas hortas em nossas casas”, referiu, recordando o apelo do Presidente da República, nesta segunda-feira, na entrega de 200 autocarros para a circulação de pessoas e bens na Região do Grande Maputo e na cidade de Inhambane.

Maputo abastece-se de produtos como amendoim e feijões provenientes da província de Niassa. A crise de combustível tem atrasado a chegada do produto.

“Para os camiões chegarem a Maputo, dependem do combustível. Assim que há esse problema de combustível, não há como o camião chegar. Nesse caso, nós temos de esperar cerca de um mês para o produto chegar até Maputo”, disse Shakila João, comerciante no Mercado Fajardo.

É um transtorno que pode resultar no agravamento do preço destes produtos nos próximos dias. “Nós temos de subir o preço, porque, neste exacto momento, o preço ainda está razoável, mas corremos o risco de subir mais daquilo que nós vendemos, por causa da subida do combustível”, concluiu.

A solução do Governo para aliviar a pressão no custo de vida incide apenas no transporte de passageiros, visando a manutenção dos preços das passagens do transporte público.

Fonte: O País

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