Resumo
A Primeira-ministra moçambicana, Maria Benvinda Levi, desafiou o novo Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR) a combater as limitações do crescimento acelerado do turismo e a burocracia excessiva. Levi recomendou que a ANDITUR atue em toda a cadeia de valor do turismo, promovendo a marca turística nacional, estruturando projetos, mobilizando investimentos e promovendo parcerias público-privadas. Aconselhou o PCA a tornar a instituição num balcão nacional de investimento turístico, garantindo serviços integrados e transparentes, e acompanhando os investidores desde a conceção até à implementação dos projetos. O governo moçambicano pretende que o turismo seja um setor estruturado, competitivo globalmente e integrado nas cadeias de valor internacionais, contribuindo para diversificar a economia e afirmar Moçambique como destino global seguro.
Maputo, 05 Mai (AIM) – A Primeira-ministra moçambicana, Maria Benvinda Levi, desafiou hoje (5), em Maputo, ao novo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR) no sentido de combater às limitações do crescimento acelerado do turismo e da excessiva burocracia.
“Referimo-nos a morosidade e excessiva burocracia de processos de licenciamento, atribuição de concessão, estruturação de projectos bancáveis e articulação institucional, dentre outros desafios “, disse Benvinda Levi, na cerimónia em que empossou o PCA da ANDITUR, Hélder Jauana, e o assessor da Primeira-ministra para área económica, Edilson Francisco Munguambe.
Sublinhou que ANDITUR é chamada a actuar em toda cadeia de valor do turismo, sobretudo, a procriação da marca turística nacional, estruturação de projectos, mobilização de investimentos nacional e estrangeiro, e promoção de parcerias públicas privadas.
Benvinda Levi recomendou ao novo PCA da ANDITUR no sentido de tornar a instituição como um balcão nacional de investimento turístico, assegurar serviços integrados, avaliação técnica, financeira, ambiental e urbanística com um horizonte temporal claro e previsível.
Não só, apelou a organização da concessão de forma transparente e acompanhar o investidor, desde a concepção até a implementação do projecto.
“Caro PCA da ANDITUR, o seu papel não é apenas o de gerenciar, esperamos liderança pragmática da equipe que vai operacionalizar uma das mais importantes plataformas de transformação econômica do nosso país”, disse.
A dirigente deixou ao critério do empossado e sua equipe de trabalho a necessidade de assegurar que o turismo no país seja um sector de oportunidades dispersas e passe a ser um sector estruturado, funcional, competitivo à escala global, e integrado nas cadeias internacionais de valor.
Consta ainda das recomendações da primeira ministra, a consolidação do turismo sustentável e de conservação, o ecoturismo, o turismo de sol e praia, de negócios e desportivo.
O executivo moçambicano quer desenvolver o potencial existente para o turismo de aventura, turismo cultural, gastronómico, turismo histórico e religioso.
Por outro lado, o governo pretende que este sector contribua para diversificar a economia, equilibrar a balança de pagamentos, e para afirmação de Moçambique como destino global, competitivo e seguro.
“O sucesso da sua missão requer observância de princípios orientadores, garantir a eficiência e credibilidade institucional. Isto é, a ANDITUR deve ser sinónimo de resposta rápida, possível e profissional de todos intervenientes da cadeia do turismo “, disse.
Encorajou o PCA da ANDITUR a dinamizar a parceria com o sector privado, a ser facilitador e não obstáculo, partindo do pressuposto de que o crescimento do turismo depende da confiança e do dinamismo empresarial e impacto económico e social.
Por isso, cada projecto turístico deve gerar emprego, integrar as Micro, Pequenas, e Médias Empresas (MPME,s), inovando, valorizando desta forma o conteúdo local, e beneficiando cada vez mais às comunidades.
“É assim que, para o assessor da Primeira ministra, recomendamos que paute pelo profissionalismo, determinação, e produtividade no desempenho das suas tarefas”, disse.
Dentre várias tarefas do assessor económico, destaque vai para assistência em matérias relacionadas à economia, desenvolvimento do país, apoio à monitoria do desempenho da governação na área económica, assegurando a sistematização e actualização de dados macroeconómicos do país e do mundo.
O novo assessor económico da PM tem igualmente a missão de realizar estudos, análises económicas com relevância para tomada de decisões estratégicas.
O novo PCA da ANDITUR, Hélder Jauana, considera enorme a responsabilidade de liderar a sua equipa.
Quando questionado se a sua nomeação não era motivo de silenciar a sua voz, face às últimas intervenções públicas por si feitas, referiu que a crítica é construtiva.
“Os meus valores continuam os mesmos, a crítica é construtiva, o que muda em relação a mim é o posicionamento no sentido de que não sou comentador”, disse
Enfatizou que o comentador faz análise sobre desafios, apresenta cenários e para o seu caso deixou de ser comentador e passou a dirigir.
(AIM)
MR/MZ
Fonte: aimnews





