InícioRevistaInternacionalVillas-Boas: relação com rivais, Sérgio Conceição e o mercado de verão

Villas-Boas: relação com rivais, Sérgio Conceição e o mercado de verão

Em entrevista à TSF, Jornal de Notícias e O Jogo, o presidente do FC Porto abordou a relação institucional com os rivais, admitindo «grande elevação e respeito» no trato com Rui Costa, mas justificando o corte da comunicação com Frederico Varandas devido às «injúrias e calúnias» deste.

O presidente do FC Porto confirmou ainda uma parabenização recente de Sérgio Conceição face à conquista do campeonato e admitiu um convite ao técnico para regressar ao Dragão. Também o mercado de verão e a estrutura acionista do clube estiveram em discussão.

«Deu os parabéns ao FC Porto, como tinha de ser. Disse-lhe que não queria que acontecesse com ele o que aconteceu comigo enquanto treinador: um distanciamento da instituição para com ele. Aconteceu muito por conta da escolha de Vítor Bruno. Na cabeça de Conceição, isso tem a ver com as lealdades e as traições. Ele provavelmente pensa que foi de uma forma desonesta, mas que é honesta em todos os sentidos. O FC Porto tinha de ser livre nas suas escolhas, pudera se não fosse.»

«Gostava muito de receber Conceição no centro do relvado, de estádio cheio. Mas é um convite que eu sei que ele não vai aceitar comigo na presidência. É o reconhecimento que ele merece.»

«Relação institucional de grande elevação e respeito. Mais exageros da minha parte do que de Rui Costa no meu sentido. Já fiz o mea culpa, e é algo que tento retratar publicamente sempre que posso. É uma rivalidade historica.»

«Não se passa o mesmo com o Sporting porque a liderança do clube, neste momento, entra num patamar de injúria, calúnia e difamação que não podemos tolerar. Apesar de haver unificação de ponto vista estratégico do futebol português, nomeadamente nos direitos televisivos. Mas devido às calúnias, não pode haver relação possível.»

«Há que formatar o conceito de receitas para sustentar as finanças do clube. Sermos um clube de associados é uma vantagem competitiva porque não estamos sujeitos a extravagâncias de diferentes proprietários. De um russo para um chinês, de um chinês para um americano, de um americano para um inglês e vão-se destruindo valores e princípios. A presença de um acionista maioritário está fora de questão. Minoritário seria o princípio do fim e temos de o combater.»

«É importante ter consciência de que a realidade económica do FC Porto não está totalmente resolvida. Claro que a sua dívida foi prolongada a longo prazo, digamos assim, mas temos responsabilidades financeiras. Neste momento, trabalhamos a partir de outra base, uma base que não tínhamos no ano passado. Uma base boa, em que queremos manter os melhores talentos na equipa principal e reforçá-la em pontos estratégicos identificados pelo treinador. Não irá ser um mercado de 100 milhões, claro está, porque estas bases nos permitem olhar para o mercado de uma forma diferente e também muito mais ponderada.»

 

Fonte: TVI

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