Existe uma guerra eterna entre a Apple e a Samsung, isto não é novidade para ninguém. Mas, tens que saber perfeitamente que o preço que pagas na caixa é apenas metade da história! No final do dia, o smartphone que tens no bolso é um investimento de desvalorização rápida. Seja ele de que marca for. Só que, para quem escolhe o lado do Android, o tombo financeiro deixa um amargo de boca muito mais… Intenso.
Os dados mais recentes do mercado de usados de meados de 2026 vieram confirmar o segredo mais mal guardado da tecnologia: os topo de gama da Samsung perdem valor a uma velocidade estonteante quando comparados com o iPhone. Na verdade, comprar um Galaxy no lançamento é quase como deitar notas à fogueira.

Portanto, a linha Galaxy S26 foi lançada no final de fevereiro de 2026. Passaram pouco mais de quatro meses. Sabes quanto vale hoje o modelo base de 256 GB que custava quase 900 dólares? Uns míseros 612 dólares. Perdeu mais de 30% do valor de mercado num piscar de olhos. O cenário repete-se no S26 Plus e no Ultra: todos eles foram dizimados na tabela de usados, retendo uns fracos 65% a 68% do custo original.
Agora olha para o lado da Apple. A gama iPhone 17 já caminha para o seu primeiro ano de vida (foi lançada em setembro de 2025). O iPhone 17 Pro Max mantém uns impressionantes 89,49% do seu valor inicial. O Pro normal segura 86,62% e o modelo base anda nos 87,47%.
Ou seja, mesmo com mais do dobro do tempo de prateleira, um iPhone usado recupera muito mais “pipa de massa” para a tua carteira do que qualquer concorrente direto. A única exceção na linha da maçã é o controverso iPhone Air, que por não ter caído nas graças do público já derrapou para a casa dos 70% de retenção. Ainda assim, bate a gama toda da Samsung.
O mais irónico disto tudo é que a Samsung tem feito um trabalho meritório. Desde há dois anos que a marca sul-coreana se comprometeu a dar sete anos de grandes atualizações do Android e de segurança para as suas máquinas premium. No papel, isto devia segurar o valor dos telemóveis por muito mais tempo, até porque a Apple costuma dar “apenas” cinco ou seis anos (veja-se o caso do velhinho iPhone 11 de 2019, que ainda vai receber o iOS 27 este ano). Mas a verdade é que o mercado de usados não quer saber de promessas de software. Quer saber de estatuto e de procura real.
Se és daqueles utilizadores que gosta de trocar de telemóvel todos os anos ou de dois em dois anos, a realidade é que o custo real de utilização de um Galaxy S é brutalmente superior ao de um iPhone. Isto simplesmente porque na hora de o vender para comprar o modelo seguinte, o mercado dá-te uma miséria pelo teu Android “antigo”.
Há, contudo, o outro lado da moeda. Se tens um orçamento apertado e queres uma máquina fantástica sem rebentar com a tua conta bancária, este colapso de preços joga a teu favor: comprar um Galaxy S26 em segunda mão com escassos meses de uso é um negócio infinitamente mais inteligente do que comprar um gama média novo em folha.
Fonte: Zero Zero





