Por: Virgílio Timana
A Espanha conquistou, na noite de domingo, o segundo título da sua história na Copa do Mundo, ao derrotar a Argentina por 1-0, após prolongamento, na final disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Iorque/Nova Jérsia. O único golo da partida foi apontado por Ferran Torres, aos 106 minutos, coroando uma campanha invicta da formação orientada por Luis de la Fuente.
Perante duas seleções que chegaram invictas à decisão, o encontro confirmou as expectativas de equilíbrio. A Espanha assumiu maior iniciativa ofensiva ao longo da partida e criou as melhores oportunidades, mas encontrou uma Argentina organizada defensivamente e um Emiliano Martínez atento entre os postes. O nulo manteve-se durante os 90 minutos regulamentares e obrigou à disputa do prolongamento.
Antes do recomeço, a final ficou igualmente marcada por um espetáculo de intervalo que reuniu algumas das maiores figuras da música e do desporto mundial. Madonna abriu a apresentação acompanhada pelas lendas brasileiras Ronaldo e Ronaldinho. O programa incluiu ainda atuações de Shakira, BTS, Coldplay, Burna Boy e Justin Bieber, além da participação do coro nova-iorquino PS22 Chorus e de personagens da Rua Sésamo e dos Marretas, transformando o intervalo num dos momentos mais memoráveis da competição.
No regresso ao jogo, a Espanha continuou a pressionar. Aos 97 minutos, Nico Williams chegou a introduzir a bola na baliza, mas o lance foi invalidado por falta de Mikel Merino sobre Nicolás Otamendi na origem da jogada.
A situação complicou-se ainda mais para a Argentina no final do tempo regulamentar, quando Enzo Fernández viu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a equipa sul-americana reduzida a dez jogadores para todo o prolongamento.
A superioridade numérica acabaria por fazer a diferença. Aos 106 minutos, Pedro Porro cruzou da direita para Nico Williams, que desviou de cabeça para Ferran Torres. O avançado espanhol rematou de primeira, com o pé esquerdo, sem dar qualquer hipótese de defesa a Emiliano Martínez, assinando o golo que decidiu a final.
A Espanha voltou a marcar aos 114 minutos, novamente por Ferran Torres, mas o lance foi invalidado por fora de jogo, não alterando o desfecho da partida.
Com este triunfo, a seleção espanhola alcança o segundo título mundial da sua história, igualando França e Uruguai no palmarés da competição. Já a Argentina, tricampeã do mundo e detentora do título conquistado em 2022, falhou a possibilidade de revalidar o troféu e adia para a edição de 2030 a tentativa de alcançar o quarto campeonato mundial.
A campanha espanhola terminou sem qualquer derrota. A única partida em que a equipa não venceu foi o empate sem golos diante de Cabo Verde, na fase de grupos. Ao longo de todo o torneio, a formação de Luis de la Fuente sofreu apenas um golo, na vitória por 2-1 sobre a Bélgica.
Na cerimónia de encerramento foram também distinguidos os melhores jogadores da competição. Pau Cubarsí recebeu o prémio de Melhor Jogador Jovem, Rodri foi eleito vencedor da Bola de Ouro, enquanto Unai Simón conquistou a Mão de Ouro, distinção atribuída ao melhor guarda-redes do Mundial.






