InícioTecnologiaIPTV com 250 mil clientes foi apanhada e desapareceu

IPTV com 250 mil clientes foi apanhada e desapareceu

Quem costuma ler a Leak sabe perfeitamente que o mundo do IPTV continua a ser um dos temas que mais dão que falar no nosso dia a dia tecnológico. De facto, há quem diga que falo muito, e que meto muito medo à volta deste tema.

Isso tem uma razão de ser.

Ainda se vive um clima de impunidade no nosso velho mercado português. Mas, eventualmente as coisas vão mudar, e na minha opinião, essa mudança vai acontecer com a renegociação dos direitos de TV da liga portuguesa de futebol.

Basta olhar para o resto da europa. A caça já começou a sério.

IPTV: ver futebol online de forma ilegal pode dar prisão? Esta é a verdade!, IPTV ilegal jogos, iptv: nos dias em que dá futebol pode haver bloqueios à internet

No entanto, o facilitismo de outros tempos parece estar a chegar ao fim, e as autoridades europeias decidiram carregar com tudo no botão de desligar.

A mais recente vítima foi a Noos +, uma das plataformas piratas mais famosas e organizadas da Europa, que acabou completamente desmantelada numa operação policial gigante.

Pois bem, o esquema da Noos + era simples, mas altamente lucrativo. Durante quatro anos, a plataforma ofereceu pacotes com canais premium como a Canal +, beIN Sports e a Ligue 1 + (o canal oficial do campeonato francês) por uns ridículos 7 euros por mês.

Curiosamente, é um valor alto relativamente ao que se pratica em Portugal. Mas, temos de ter noção de que em França há mais dinheiro, e como tal, para o utilizador comum, parecia o negócio do século face às dezenas ou centenas de euros que os operadores oficiais exigem todos os meses. Parece pouco? Bem, as contas finais mostram que a brincadeira rendeu aos piratas um volume de negócios estimado em cerca de 12 milhões de euros.

Entretanto, a festa acabou oficialmente no início de junho, quando o Centro de Luta Contra as Criminalidades Digitais (C3N) da gendarmeria francesa avançou para o terreno numa operação transfronteiriça com as autoridades belgas. O resultado foi implacável! 20 servidores que alimentavam mais de 250 mil subscritores foram mandados abaixo de um momento para o outro, deixando um quarto de milhão de pessoas a olhar para um ecrã preto. Além disso, a polícia deteve dez pessoas em França e o alegado líder da rede na Bélgica.

As buscas deixaram os investigadores de boca aberta com a quantidade de dinheiro gerada pelo negócio.

Foram apreendidos mais de 700 mil euros em criptomoedas, 100 mil euros em dinheiro vivo, quase 400 mil euros congelados em contas bancárias. Isto além de material informático topo de gama e vários objetos de luxo. Os detidos enfrentam agora acusações graves de contrafação e branqueamento de capitais, arriscando penas que podem ir até aos 5 anos de prisão e multas pesadas de 500 mil euros.

Achas que estas megaoperações policiais vão conseguir assustar os utilizadores e travar o avanço do IPTV ilegal ao longo de 2026 ou o mercado vai continuar a procurar a pirataria enquanto os canais oficiais não baixarem os preços? Deixa a tua opinião nos comentários.

 

Fonte: Zero Zero

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