Resumo
A seleção neerlandesa chega ao Mundial com a ambição de conquistar o título que lhes escapou em três finais, num período de renovação equilibrada que combina experiência com jovens talentosos. Sob a orientação de Ronald Koeman, mantêm a tradição de futebol ofensivo. Por sua vez, a seleção nipónica, com uma geração reconhecida no futebol europeu, destaca-se pela qualidade técnica, inteligência tática e disciplina coletiva, liderada por Takefusa Kubo. Com Hajime Moriyasu no comando, evidenciam organização, intensidade e capacidade de adaptação, destacando-se pela solidez defensiva. Ambas as equipas procuram superar as expectativas no Mundial, com os neerlandeses a apostar na liderança de Van Dijk e jovens promissores, e os japoneses a confiarem na consistência defensiva e talento de Kubo para alcançar feitos históricos.
Apresentam-se neste Mundial como uma das seleções mais evoluídas do futebol asiático e com a ambição de alcançar um feito histórico, após quatro chegadas aos Oitavos em sete participações, evidenciando essa consistência e capacidade para surpreender adversários de topo em edições recentes, os nipónicos chegam à competição com uma geração amplamente reconhecida no futebol europeu. A equipa combina qualidade técnica, inteligência tática e enorme disciplina coletiva, características que a tornaram uma referência dentro da Confederação Asiática. Takefusa Kubo assume o papel de principal figura criativa da seleção, através da sua leitura de jogo e talentoso pé esquerdo. Na defesa, Takehiro Tomiyasu no centro do setor mais recuado e Zion Suzuki na baliza, garantem segurança e experiência internacional. Sob o comando de Hajime Moriyasu, desde 2018, desenvolveram uma identidade muito clara, baseada na organização, intensidade e capacidade de adaptação aos diferentes contextos de jogo, com um vasto e polivalente plantel, apesar da baixa por lesão de Mitoma.
Garantiram a sétima presença em Mundiais, sem sofrer qualquer golo numa dezena de jogos na fase de qualificação, conquistando nove vitórias e somente um nulo no terreno da Namíbia. Continuam a afirmar-se como uma das seleções mais regulares do futebol africano, em grande parte devido à solidez e organização defensiva, a partir do 4-2-3-1 em ambos os processos e respetivas transições, uma crescente capacidade competitiva e de sacrifício, perante adversários de diferentes níveis. Fruto desse percurso ganhador, possuem legitimidade para sonhar em ultrapassar pela primeira vez a fase de grupos, apesar da falta de experiência individual e coletiva ao mais alto nível. Ellyes Skhiri assume um papel fundamental no equilíbrio do meio campo, a par do talento emergente Hannibal Mejbri fantansiando na ligação entre os setores mais adiantados, mais atrás Montassar Talbi é a referência central do sólido e rotinado setor defensivo. Sob a liderança do antigo internacional francês Sabri Lamouchi, desde Janeiro de 2026, regressando a uma seleção que orientou entre 2011 e 2013, procurarão apresentar um futebol pragmático e eficiente, apostando numa estrutura compacta e em transições rápidas.
Regressam ao Mundial após falhar a edição de 2022 e com um apuramento inédito pois obtiveram apenas dois pontos em seis jogos, mas a Liga das Nações colocaram-nos em playoff onde eliminaram Ucrânia e Polónia. Procuram recuperar o estatuto competitivo que os colocaram na fase a eliminar em todas as três presenças na competição, neste século. Os escandinavos atravessam uma fase de renovação geracional, mas continuam a apresentar um grupo com qualidade suficiente para discutir a qualificação num grupo pautado pelo equilíbrio. Alexander Isak forma com Viktor Gyokeres a dupla de avançados, sendo as referências ofensivas, destacando-se pela compatibilidade e apesar das características bem distintas, fazendo uso da capacidade de finalização, mobilidade e inteligência táctica. A equipa mantém algumas das características tradicionais do futebol escandinavo, como a robustez física, a disciplina coletiva e a forte organização defensiva, mas procura agora apresentar um futebol mais dinâmico e ofensivo, a partir do 3-5-2 que transita defensiva para 5-3-2, modernizando a sua identidade de jogo sem perder a consistência que sempre a caracterizou. A chegada recente (Outubro de 2025) ao comando por parte do inglês Graham Potter, cuja transferência do Brighton para o Chelsea se tornou na segunda mais cara na história do futebol, apenas suplantada por Julian Nagelsmann aquando da contratação por parte do Bayern, é um dos handicaps pela escassez de tempo para colocar em prática todas as suas ideias e modelo de jogo.
Fonte: TVI
Descubra mais de Revista Tempo
Inscrever-se para receber as últimas mensagens enviadas para o seu e-mail.






