InícioEconomiaPorto Da Beira Reforça Papel Estratégico Com Retoma Das Escalas Regulares De...

Porto Da Beira Reforça Papel Estratégico Com Retoma Das Escalas Regulares De Cabotagem

Resumo

O relançamento da cabotagem marítima em Moçambique visa ligar os portos da Beira, Nacala, Pemba e Afungi, com o objetivo de reduzir custos logísticos, fortalecer as cadeias de abastecimento e promover a integração económica nacional. A empresa Civitas Partners irá operar as escalas regulares entre estes portos, proporcionando uma alternativa logística ao transporte rodoviário, especialmente relevante para os setores mineiro, energético e industrial. Esta iniciativa surge devido aos elevados custos logísticos internos que afetam a competitividade da economia moçambicana, sendo vista como uma solução mais eficiente para o transporte de carga a nível nacional. O Porto da Beira reforça assim o seu papel logístico nacional ao integrar esta rota de cabotagem, num contexto de pressão sobre as infraestruturas rodoviárias e expansão de projetos extractivos.

<

p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Relançamento da cabotagem marítima deverá ligar Beira a Nacala, Pemba e Afungi, numa estratégia orientada para redução de custos logísticos, fortalecimento das cadeias de abastecimento e dinamização da integração económica nacional.

O Porto da Beira prepara-se para reforçar a sua centralidade logística nacional com o início de escalas regulares de navios de cabotagem provenientes de diferentes terminais oceânicos do País, no âmbito da estratégia governamental de relançamento da cabotagem marítima em Moçambique.

A iniciativa deverá ligar, numa primeira fase, os portos da Beira, Nacala, Pemba e Afungi, através de operações conduzidas pela empresa Civitas Partners, numa altura em que o Executivo procura reduzir custos de transporte, melhorar eficiência logística e reforçar a integração económica interna.

Segundo informações tornadas públicas, a embarcação escalará regularmente os principais terminais marítimos nacionais, criando uma alternativa logística complementar ao transporte rodoviário, particularmente relevante num contexto de expansão das actividades mineiras, energéticas e industriais.

Cabotagem Regressa À Agenda Estratégica Da Economia

O relançamento da cabotagem marítima reflecte uma crescente preocupação das autoridades com os elevados custos logísticos internos, considerados um dos principais constrangimentos estruturais à competitividade da economia moçambicana.

Além do impacto sobre os preços de mercadorias e cadeias de abastecimento, os custos de transporte continuam a afectar sectores produtivos estratégicos, sobretudo agro-indústria, mineração, construção, comércio e energia.

A aposta na cabotagem surge assim como tentativa de criar soluções mais eficientes para circulação doméstica de carga, aproveitando a extensa linha costeira do País e a existência de múltiplos corredores portuários.

Segundo Hilénio Truzão, da Civitas Partners, a iniciativa resulta da necessidade de assegurar maior regularidade no fluxo de mercadorias e criar alternativas economicamente mais sustentáveis para abastecimento nacional.

Beira Consolida Papel Logístico Nacional

A integração do Porto da Beira na rota regular de cabotagem reforça igualmente o posicionamento estratégico daquele terminal no sistema logístico nacional e regional.

Historicamente associado ao Corredor da Beira e ao escoamento regional para países do hinterland, o porto procura agora consolidar novas valências ligadas à logística costeira doméstica e à circulação interna de mercadorias.

O movimento poderá assumir importância acrescida num contexto em que Moçambique enfrenta crescente pressão sobre infra-estruturas rodoviárias, expansão de projectos extractivos e necessidade de maior eficiência no abastecimento inter-regional.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da cabotagem poderá contribuir para reduzir custos operacionais e aliviar o desgaste das redes rodoviárias nacionais.

Governo Introduz Incentivos Para Estimular Actividade

Nos últimos meses, o Governo tem vindo a adoptar medidas específicas para incentivar o sector da cabotagem marítima.

Entre os incentivos anunciados destacam-se a redução em 50% das taxas de estadia de navios e em 75% das taxas de ajuda à navegação, medidas orientadas para melhorar a viabilidade económica das operações.

O Executivo trabalha igualmente num regime especial de registo de navios de cabotagem e em mecanismos de prioridade operacional para entrada, saída e manuseamento de mercadorias nos portos nacionais.

As medidas enquadram-se numa estratégia mais ampla de revitalização logística e fortalecimento da integração territorial, num momento em que o País procura melhorar competitividade económica e eficiência dos corredores de desenvolvimento.

Chonguene Ainda Sem Condições Operacionais

Apesar dos avanços, alguns terminais continuam sem condições adequadas para operações comerciais regulares.

Segundo Hilénio Truzão, o Porto de Chonguene, em Gaza, ainda enfrenta limitações estruturais por ter sido inicialmente concebido como terminal mineiro e não de carga geral.

Ainda assim, o responsável indicou que futuras escalas em Inhambane permanecem em estudo, sinalizando possibilidade de expansão gradual da rede de cabotagem nacional.

Cabotagem Poderá Ganhar Peso Na Nova Economia Logística

A revitalização da cabotagem ocorre num momento em que vários países africanos procuram reforçar sistemas logísticos marítimos domésticos para reduzir dependência excessiva do transporte rodoviário e melhorar integração económica interna.

No caso moçambicano, o potencial poderá tornar-se particularmente relevante à medida que crescem os investimentos em gás natural, mineração, agro-indústria e corredores logísticos regionais.

A médio prazo, a consolidação de uma rede nacional de cabotagem poderá transformar-se num instrumento importante para dinamização do comércio interno, aumento da competitividade portuária e fortalecimento das cadeias nacionais de abastecimento.

Fonte: O Económico

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu nome aqui
Por favor digite seu comentário!

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Três profissionais de saúde com equipamento de proteção individual desinfetam as mãos antes de transportar um corpo em Conacri, Guiné.

Campanhas de desinformação afetam combate ao vírus ebola

0
Na República Democrática do Congo, foram registados mais de 900 casos suspeitos da cepa Bundibugyo do vírus ebola, com 220 mortes possivelmente relacionadas. A...
- Advertisment -spot_img