Chengdu (China), 21 Jul (AIM) – A integração da inteligência artificial (IA) no sector cultural está a conferir novo dinamismo à cultura chinesa, com destaque para a criação de artistas virtuais capazes de interagir com públicos de diferentes origens.
Um dos exemplos mais conhecidos é uma cantora criada por IA, que alcançou grande popularidade na China. Capaz de interpretar canções em vários idiomas, a artista virtual adapta o seu repertório às preferências dos ouvintes, tornando-se num dos principais fenómenos da actual indústria musical chinesa.
Em declarações à AIM, Lv Songyang, do Grupo China Media, cadeia televisiva pública da província de Sichuan, explicou que a tecnologia permite adequar a produção artística aos interesses do público.
“Essa combinação de tocar o que o público mais deseja e de se adaptar a qualquer estilo musical está a transformar a forma como consumimos cultura”, afirmou.
A utilização da inteligência artificial tem igualmente produzido benefícios económicos. Segundo Songyang, a tecnologia permitiu reduzir em cerca de 70 por cento os custos de produção de conteúdos para cinema, animação infantil, música e outras áreas. A redução dos custos e o aumento da rapidez na produção estão a facilitar o acesso à criação cultural no país.
A China tem investido de forma consistente na inteligência artificial desde o lançamento, em 2017, do Plano de Desenvolvimento da IA de Nova Geração. Actualmente, figura entre os maiores investidores mundiais em investigação, desenvolvimento e aplicação desta tecnologia, com incidência nas áreas das cidades inteligentes, saúde, educação e indústrias criativas.
Grandes empresas tecnológicas e estúdios de produção recorrem já à IA generativa para desenvolver guiões, vozes sintéticas, personagens virtuais e processos de pós-produção. Esta aposta tem acelerado a digitalização da indústria cultural chinesa e reforçado a exportação de conteúdos para mercados internacionais.
A utilização da inteligência artificial na cultura integra uma estratégia mais ampla do Governo chinês para posicionar o país como líder mundial em inovação tecnológica até 2030, conciliando o património cultural com ferramentas digitais de nova geração.
Com políticas de incentivo à inovação e à integração da IA em sectores estratégicos, a China consolida a sua posição como uma das principais referências mundiais na aplicação desta tecnologia ao desenvolvimento da economia criativa e à difusão da sua cultura.
(AIM)
ZT/pc
Fonte: aimnews




