Resumo
A Eni, petrolífera italiana que explora gás natural em Moçambique, atingiu um marco ao beneficiar um milhão de pessoas com o Programa "Eni for Clean Cooking", distribuindo mais de 200 mil fogões melhorados. O anúncio foi feito na inauguração da exposição fotográfica Food, Energy & Life, destacando o impacto social da transição para métodos de cozinha sustentáveis. A Eni visa melhorar a qualidade de vida das comunidades moçambicanas, reduzindo o consumo de combustível e os impactos negativos dos métodos tradicionais. O programa inclui sensibilização sobre práticas de cozinha eficientes e promoção da saúde, especialmente para mulheres e crianças. As fotografias de Gabriele Galimberti mostram como os fogões melhorados estão a mudar rotinas e a criar ambientes domésticos mais saudáveis em Moçambique.
O anúncio foi feito esta terça-feira, na Fortaleza de Maputo, durante a inauguração da exposição fotográfica Food, Energy & Life, uma mostra que combina imagens, cultura e testemunhos para revelar o impacto social da transição para métodos de cozinha mais eficientes e sustentáveis.
Para a empresa, o resultado alcançado representa não apenas um indicador numérico, mas sobretudo a materialização de uma estratégia que procura melhorar a qualidade de vida das comunidades e promover um acesso mais seguro e sustentável à energia.
“O alcance de um milhão de beneficiários representa um marco importante no compromisso da Eni de trabalhar em conjunto com Moçambique para desenvolver soluções práticas com impacto duradouro”, afirmou Marica Calabrese, Directora-Geral da Eni Rovuma Basin e Directora-Geral da Eni Natural Energies Moçambique.
Segundo a responsável, a exposição pretende homenagear as famílias, comunidades e parceiros locais que tornaram possível a expansão do programa, ao mesmo tempo que evidencia a ligação entre fotografia, energia e tradições culinárias moçambicanas.
Desde o seu lançamento no País, o Programa de Cozinha Limpa da Eni tem vindo a expandir-se gradualmente, oferecendo às famílias tecnologias de cozinha melhoradas capazes de reduzir significativamente o consumo de combustível e os impactos negativos associados aos métodos tradicionais.
Os fogões distribuídos constituem uma alternativa ao sistema de fogo aberto de três pedras, amplamente utilizado em zonas rurais e periurbanas. De acordo com dados da empresa, esta tecnologia pode reduzir o consumo de combustível em até 75 por cento, diminuindo igualmente a emissão de fumos nocivos no interior das habitações.
A iniciativa vai além da simples distribuição dos equipamentos. O programa integra campanhas de sensibilização sobre práticas de cozinha mais eficientes e acções de promoção da saúde, com especial enfoque nas mulheres e crianças, que constituem os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição do ar doméstico.
As fotografias expostas são da autoria do conceituado fotógrafo internacional Gabriele Galimberti, vencedor do World Press Photo 2021, que percorreu comunidades moçambicanas para documentar a forma como os fogões melhorados estão a alterar rotinas, hábitos e perspectivas de vida.
As imagens revelam cozinhas, refeições e histórias de famílias que passaram a consumir menos lenha, a gastar menos tempo na preparação dos alimentos e a beneficiar de ambientes domésticos mais saudáveis.
Paralelamente, uma equipa especializada documentou a preparação de pratos tradicionais moçambicanos utilizando os fogões melhorados já distribuídos, incorporando igualmente orientações nutricionais através de demonstrações culinárias realizadas junto das comunidades.
Aberta ao público nos dias 17 e 18 de Junho, na Fortaleza de Maputo, a exposição convida os visitantes a reflectirem sobre o papel da energia no quotidiano, desde a preparação dos alimentos até à saúde, à identidade cultural e ao bem-estar colectivo.
O Programa “Eni for Clean Cooking” integra uma estratégia mais ampla da multinacional energética de apoiar uma transição energética justa em África Subsaariana.
Actualmente, a iniciativa está presente em países como Moçambique, Costa do Marfim, Ruanda, Angola, República do Congo, Tanzânia e Madagáscar, tendo já beneficiado cerca de 4,6 milhões de pessoas.
A empresa pretende expandir ainda mais o alcance do programa, estabelecendo como meta proporcionar acesso a soluções de cozinha limpa a mais de 10 milhões de pessoas até 2027 e a 20 milhões até 2030.
Num continente onde milhões de famílias continuam dependentes de combustíveis tradicionais para cozinhar, a aposta em tecnologias mais limpas surge como uma resposta aos desafios ambientais, sanitários e sociais.
Em Moçambique, os números agora alcançados mostram que a transição energética também pode começar dentro de casa, à volta do fogão, transformando não apenas a forma de cozinhar, mas também o futuro de comunidades inteiras.
(AIM)
Redacção
Fonte: aimnews







