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HCB supera metas de produção e factura 263 milhões de USD no primeiro semestre

Maputo, 19 de Julho (AIM)A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) ultrapassou as metas de produção de energia no primeiro semestre de 2026, ao gerar 6.399,02 gigawatts-hora (GWh), um volume que representa um crescimento de 13 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado.

O resultado representa cerca de 10 por cento acima do plano definido para os primeiros seis meses do ano.

Os dados constam de um comunicado de imprensa divulgado pela empresa.

Segundo a HCB, o desempenho permitiu gerar receitas de cerca de 263 milhões de dólares norte-americanos e um resultado líquido superior a 115 milhões de dólares, números que ainda aguardam auditoria.

A empresa atribui os resultados a uma combinação de melhores condições hidrológicas na Bacia do Zambeze e a uma gestão rigorosa da exploração da barragem, acompanhada pelo reforço das actividades de engenharia e manutenção.

Um dos principais indicadores apresentados pela HCB foi a recuperação do armazenamento útil da Albufeira de Cahora Bassa. Entre Janeiro e Junho deste ano, as reservas passaram de cerca de 20 por cento, considerado um mínimo histórico registado em 2025, para um máximo de 56 por cento, correspondente à cota de 316,22 metros.

De acordo com o comunicado, esta recuperação representa um aumento de aproximadamente 35 pontos percentuais e marca uma inversão do cenário vivido nos últimos dois anos, caracterizados por seca severa.

A empresa considera que esta evolução cria condições para o levantamento gradual das restrições operacionais em vigor desde Julho de 2024.

Citado no comunicado, o Presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, afirmou que os resultados demonstram a capacidade da empresa para responder aos desafios operacionais sem comprometer a sustentabilidade dos recursos hídricos.

Segundo o gestor, além das receitas e do resultado líquido alcançados, a empresa registou o primeiro semestre sem acidentes de trabalho. Para Tomás Matola, o aumento da produção de energia, em simultâneo com a recuperação das reservas estratégicas da albufeira, reforça a capacidade da HCB para assegurar um fornecimento de energia fiável a Moçambique e aos mercados da região.

O desempenho operacional também teve reflexos na Bolsa de Valores de Moçambique. Ainda de acordo com o comunicado, as acções da HCB atingiram uma cotação máxima de 3,00 meticais por acção durante o primeiro semestre. No mesmo período foram negociadas cerca de 27,5 milhões de acções, correspondentes a um volume financeiro aproximado de 80,5 milhões de meticais.

Paralelamente aos resultados financeiros e operacionais, a empresa refere que continua a investir em projectos de desenvolvimento na província de Tete.

Entre as principais iniciativas destacam-se a reabilitação da Estrada Nacional 301, numa extensão de 112 quilómetros entre Matambo e Maroeira, a construção e apetrechamento do Hospital Distrital de Cahora Bassa e a implementação do Projecto Transformar, destinado ao desenvolvimento de infra-estruturas e sistemas sustentáveis de produção agrícola e pecuária.

A HCB destaca igualmente a Iniciativa de Desenvolvimento da Economia Local, um programa que pretende criar empresas locais para prestarem serviços à companhia através de contratos, promovendo o empreendedorismo, a criação de emprego e o desenvolvimento sustentável das comunidades.

(AIM)
Paulino Checo

 

Fonte: aimnews

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