Maputo, 27 Jul (AIM) – A Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, defendeu que a igualdade de género não deve reflectir-se apenas no número de mulheres presentes nas instituições, mas também na forma como estas funcionam, tomam decisões e respondem às necessidades de mulheres, homens, rapazes e raparigas.
A governante falava hoje, no distrito de Marracuene, província de Maputo, na abertura do III Workshop da Mulher na Função Pública, realizado no quadro da Semana da Mulher Pan-Africana, sob o lema “Direitos, Justiça e Acção para Todas as Mulheres e Raparigas”.
Na ocasião, Ivete Alane manifestou satisfação pelo aumento da participação feminina nas instituições do Estado, salientando que as mulheres representam actualmente 43 por cento do universo dos funcionários públicos.
Segundo a ministra, a crescente presença feminina nos órgãos de soberania, no Governo, na Assembleia da República (AR) e noutras instituições demonstra os avanços registados por Moçambique em matéria de participação da mulher na administração pública.
“Estes resultados são fruto do compromisso político do Governo, do trabalho das instituições e, sobretudo, da dedicação, competência e perseverança das mulheres que servem o Estado. A nossa visão deve ir além da representação numérica”, afirmou.
Acrescentou que é necessário assegurar que as mulheres continuem a beneficiar de oportunidades efectivas de formação, progressão profissional, liderança e participação nos processos de tomada de decisão.
Por seu turno, o ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, destacou as acções em curso visando promover o respeito pela igualdade de género e a valorização da mulher na Função Pública, considerada o maior empregador do País.
“Como Ministério da Administração Estatal e Função Pública, reafirmamos o nosso compromisso permanente de reforçar a coordenação da implementação das acções previstas nesta estratégia, assegurando que cada instituição pública assuma a sua responsabilidade na promoção da igualdade de género e na valorização da mulher como agente central do desenvolvimento nacional”, afirmou.
Por sua vez, a representante do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), Melinda Rodrigues, considerou que Moçambique deve orgulhar-se do elevado nível de participação da mulher na vida política, tanto na região austral de África como no continente.
“A presença de mulheres na Assembleia da República, com 42 por cento dos assentos, constitui uma das mais elevadas taxas da região. A isto junta-se a forte representação feminina no Conselho Constitucional e no Tribunal Administrativo, bem como a aprovação de diversas leis e estratégias destinadas à protecção das mulheres e adolescentes, incluindo a criminalização da violência baseada no género”, sublinhou.
(AIM)
Fernanda da Gama (FG)/pc
Fonte: aimnews






