Maputo, 28 de Julho (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta terça-feira, no seu Gabinete de Trabalho, uma delegação do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP), liderada por Moeketsi Majoro, numa audiência que marcou o arranque da terceira revisão nacional sobre a governação e o desenvolvimento de Moçambique.
A visita assinala o início de um novo processo de avaliação destinado a analisar o desempenho do País nas áreas da governação, democracia, gestão económica e desenvolvimento social, em conformidade com os compromissos assumidos por Moçambique no seio da União Africana.
À saída do encontro, Moeketsi Majoro explicou que esta missão surge na sequência de um convite formulado pelo Chefe do Estado moçambicano. Segundo o responsável, o objectivo é acompanhar o percurso do País e contribuir para uma avaliação abrangente do seu desenvolvimento.
“Estamos aqui a convite do Presidente, que pretende avaliar se Moçambique continua no caminho certo para o seu desenvolvimento económico e para a consolidação da estabilidade”, afirmou.
Majoro referiu ainda que esta é uma missão de arranque, que dará início aos trabalhos de auscultação e análise, cuja conclusão está prevista para 2027.
O processo sucede às duas revisões anteriormente realizadas e deverá produzir um relatório com recomendações destinadas a fortalecer as instituições nacionais e apoiar futuras reformas.
Criado em Março de 2003, no âmbito da União Africana e da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD), o Mecanismo Africano de Revisão de Pares é um instrumento voluntário através do qual os países africanos avaliam, de forma mútua, as suas políticas de governação e desenvolvimento. O princípio assenta na partilha de experiências, na promoção de boas práticas e na identificação de desafios que possam comprometer o progresso dos Estados membros.
Durante esta terceira revisão, o MARP irá centrar a sua análise em áreas consideradas fundamentais para o desenvolvimento sustentável, nomeadamente a governação democrática e política, a gestão económica, a governação corporativa, o desenvolvimento socioeconómico e a capacidade de resposta a choques e desastres.
Espera-se que o relatório final, previsto para 2027, constitua um importante instrumento de orientação para o reforço das reformas estruturais, da transparência e da estabilidade institucional, contribuindo para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável de Moçambique.
(AIM)
Redacção
Fonte: aimnews






