InícioRevistaInternacionalJorge Pinto quer Livre “no poder já no próximo ciclo eleitoral”

Jorge Pinto quer Livre “no poder já no próximo ciclo eleitoral”

O porta-voz do Livre Jorge Pinto manifestou-se convicto de que o seu partido “vai ser poder já no próximo ciclo eleitoral”, seja a nível europeu, autárquico ou legislativo.

No encerramento do 17.º Congresso do Livre, que termina hoje no Hockey Club de Sintra, em Lisboa, Jorge Pinto discursava depois de ter sido eleito porta-voz, cargo que vai ocupar em dupla com Isabel Mendes Lopes, que se mantém nestas funções, após a saída de Rui Tavares.

Já na fase final do seu discurso, com toda a direção eleita no palco, Jorge Pinto afirmou que “com esta equipa de 15 pessoas” o partido vai “à conquista do poder”. “Com esta equipa, nós vamos mostrar que há uma maneira de esquerda ecologista, libertária e europeísta de fazer política em Portugal e que é esta visão política que vai conquistar votos, que vai crescer, que se vai ampliar e enraizar no nosso país”, afirmou.

Jorge Pinto antecipou que “já no próximo ciclo eleitoral, a nível europeu, a nível autárquico, a nível legislativo” o Livre “vai ser poder”. “Foi para isso que o Livre nasceu: para ser poder, para mudar a vida das pessoas e para dizer que há um Portugal que nós amamos e pelo qual vale a pena lutar. Viva o Livre”, rematou.

Já a porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes desafiou o PS a travar uma revisão constitucional à direita ameaçando chumbar o próximo Orçamento do Estado, de forma a pressionar os sociais-democratas. A dirigente voltou a rejeitar um processo de revisão constitucional feito apenas à direita - cuja entrega de projetos está suspensa até dezembro, a pedido do PSD e Chega - acusando estes partidos de quererem “esventrar a Constituição”.

Com representantes do PS a ouvi-la no Hockey Club de Sintra, a também líder parlamentar realçou que os socialistas têm “os votos para conseguir negociar” e pressionar o PSD. A líder desafiou os socialistas a avisar a bancada social-democrata de que se avançarem com uma revisão constitucional “não contam” com o PS para “mais nada, inclusive para Orçamento do Estado”.

Isabel Mendes Lopes considerou que o Livre “tem um papel essencial” num país “virado à direita, polarizada e extremista, que aposta no ódio e preconceito”. A dirigente disse não estar apenas a falar da extrema-direita, mas também de “partidos históricos” que “adotam a retórica e até as bandeiras da extrema-direita e a sua cartilha”, legitimando-a, referindo-se ao PSD, que também teve uma representação neste congresso.

“Falo de um Governo de um país onde é impossível conseguir uma casa, onde o SNS está como está, mas que está mais preocupado em atacar a imigração, restringir a nacionalidade, discutir burcas ou proibir bandeiras”, criticou.

Isabel Mendes Lopes acusou o atual executivo PSD/CDS-PP de “ataques concretos” em várias áreas que apenas “servem para dividir” a sociedade, visando os imigrantes, os direitos da comunidade LGBTQIA+ - com a pretensão de reverter a lei que criminaliza as chamadas “terapias de conversão sexual” - ou das mães que amamentam, numa referência a uma das medidas que constava do pacote laboral.

A dirigente foi ainda crítica da pretensão de eliminar da lei o conceito de violência obstetrícia e falou num “fantasma que paira” de reverter o acesso à Interrupção Voluntária da Gravidez.

Para dentro, a líder parlamentar avisou que o partido cresceu muito nos últimos anos mas que isso “não basta” e é preciso agora “ampliar e enraizar” o partido.

Isabel Mendes Lopes despediu-se ainda de Rui Tavares, que a acompanhou como porta-voz nos últimos dois anos. “Foi uma honra e também muito divertido, tenho a dizer, partilhar contigo a responsabilidade de sermos porta-vozes do Livre. Eu aprendi imenso, também acho que tu aprendeste muito”, afirmou.

 

Fonte: TVI

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