Resumo
A Apple está a considerar comprar chips de memória à empresa chinesa CXMT, listada como "empresa militar chinesa" pelo Pentágono, devido à escalada nos preços da memória RAM e NAND impulsionada pela procura na área da Inteligência Artificial. Esta decisão visa garantir contratos com o Governo dos EUA, mas enfrenta críticas, como a do presidente republicano John Moolenaar, que alerta para o risco de fortalecer a China nas cadeias de fornecimento. A subida de preços já levou a Apple a aumentar os preços de iPads e MacBooks, refletindo a pressão nos custos de memória e armazenamento, que também afeta outros fabricantes de smartphones. Este cenário resulta da explosão da IA e da crescente procura por memória, afetando a disponibilidade e os preços para consumidores finais.
A escalada nos preços da memória RAM e NAND, alimentada pela corrida à Inteligência Artificial (IA), está a obrigar a Apple a considerar uma opção que sempre evitou.
Segundo avançado pela , a Apple contactou o Departamento de Comércio dos Estados Unidos a pedir autorização para comprar chips de memória à chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT).
O problema é que esta empresa consta da lista de "empresas militares chinesas" do Pentágono, a chamada lista 1260H, devido a suspeitas de ligações ao Exército de Libertação Popular.
A CXMT não está, por agora, na "Entity List" do Departamento de Comércio, uma presença que implicaria um bloqueio quase total das relações com a empresa.
Ainda assim, a sua presença na lista do Pentágono já é suficiente para gerar problemas. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está impedido de adquirir produtos de empresas que utilizem componentes de fornecedores nesta situação.
Para a Apple, garantir uma autorização formal serviria para proteger os contratos que mantém com o Governo norte-americano.
Em fevereiro, a Apple uma expansão significativa das operações da fábrica em Houston, levando a produção do Mac mini para os Estados Unidos, pela primeira vez. Por lá, os trabalhadores montam servidores avançados de IA, incluindo logic boards produzidas no próprio local, que são depois utilizadas nos centros de dados da empresa no país.
A construção massiva de centros de dados para a IA disparou a procura por memória, tanto a High-Bandwidth Memory (HBM), usada nos aceleradores de IA, como a memória NAND usada no armazenamento.
Com os centros de dados a comprar tudo o que conseguem, sobra cada vez menos para as fabricantes de smartphones e computadores. Aliás, a Apple deixou de ser o maior cliente da TSMC, com esse lugar a passar para a NVIDIA.
Como seria de esperar, o custo extra é transferido para o consumidor.
Esta pressão já deixou de ser teórica. Afinal, a Apple aumentou, recentemente, os preços de iPads e MacBooks, justificando a decisão com a subida acentuada nos custos de memória e armazenamento provocada pela explosão da IA. Ao que tudo indica, os próximos iPhones não ficarão imunes a este aumento.
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p id="caption-attachment-1093675" class="wp-caption-text">O problema não é exclusivo da Apple, com os utilizadores de um Galaxy S26 Ultra ou de um Pixel 10 Pro a sentirem o mesmo aperto, já que toda a bebe do mesmo poço de memória. Os smartphones mais baratos tendem a sofrer ainda mais, na medida em que têm margens mais reduzidas para absorver o custo extra.
Entretanto, o pedido da Apple não está a ser bem recebido por todos. O presidente republicano do comité da Câmara dos Representantes dedicado à China, John Moolenaar, classificou como um "erro grave" qualquer acordo entre a Apple e uma empresa chinesa com ligações militares.
Na sua perspetiva, isso ajudará a China a dominar cadeias de fornecimento críticas.
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Fonte: Pplware






