Portugal foi um dos únicos quatro países da Zona Euro onde a inflação não abrandou em junho, contrariando a tendência de alívio registada na maioria dos Estados-membros, segundo o Diário de Notícias. Espanha, Lituânia e Chipre também ficaram de fora da descida dos preços, apesar do recuo do petróleo e de outras matérias-primas e dos sinais de progresso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão, que contribuíram para aliviar a pressão sobre os mercados energéticos.
De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat, a inflação na Zona Euro desceu de 3,2% em maio para 2,8% em junho, interrompendo uma trajetória de subida que se prolongava desde o início do ano. Ainda assim, em Portugal, o indicador harmonizado manteve-se nos 3,1%, refletindo um custo de vida que continua acima do objetivo de 2% definido pelo Banco Central Europeu.
Já os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística mostram que a inflação em Portugal foi de 3,2% em junho, ligeiramente abaixo dos 3,3% registados em maio. Apesar desta redução, os preços da energia continuaram a exercer forte pressão, com uma subida homóloga de 9,1%.
O INE destaca, no entanto, que a evolução dos produtos energéticos já revela algum abrandamento, depois de em maio terem registado um aumento de 13,1%. A desaceleração resulta sobretudo da descida dos preços dos combustíveis, embora o impacto ainda não tenha sido suficiente para aliviar de forma significativa a inflação no país.
Fonte: TVI





