InícioRevistaInternacionalVillas-Boas deixa aviso antes da Supertaça: «Não há espaço para distrações»

Villas-Boas deixa aviso antes da Supertaça: «Não há espaço para distrações»

Na antecâmara da Supertaça Cândido Oliveira, agendada para o próximo sábado (20h15), em Coimbra, frente ao Torreense, o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, lembrou, no editorial que assina na edição de julho da revista Dragões, que «a época passada terminou com títulos, festas e momentos que ficarão para sempre na memória, mas nenhuma conquista anterior vence o jogo seguinte».

Elogiando um Torreense que «surpreendeu o país» e «conquistou a Taça de Portugal com coragem, organização e uma crença que lhe permitiu alcançar um feito inédito no futebol português», o presidente do FC Porto alerta para as dificuldades que os azuis em brancos vão encontrar em Coimbra, onde «não há espaço para distrações, facilidades ou confiança construída sobre aquilo que fizemos no passado».

No artigo intitulado «Exigência», André Villas-Boas destaca igualmente a criação da equipa sénior de futsal, «um projeto há muito desejado» pelo clube.

A equipa vai começar na III Divisão Nacional e terá Cardinal como capitão, «um portista profundo, um dos grandes nomes da história da modalidade e alguém que classificou este regresso como o dia mais feliz da sua vida desportiva».

«A escolha de Cardinal para capitão diz muito sobre aquilo que pretendemos. Não é preciso explicar-lhe o que é o Porto, porque ele sempre o viveu», salienta o dirigente.

O presidente do FC Porto não passou ao lado da mais recente polémica no setor da arbitragem, originada numa denúncia sobre alegadas ingerências na nomeação de árbitros na reta final da última edição da Liga, tal como noticiou o jornal Público, esta segunda-feira, e confirmou, posteriormente, o Ministério Público.

O caso leva André Villas-Boas a considerar «prudente que o presidente do Conselho de Arbitragem (Luciano Gonçalves) suspenda temporariamente as suas funções enquanto defende o seu bom nome e os factos sejam esclarecidos», mesmo que o processo disciplinar relativo às alegadas interferências nas nomeações tenha sido arquivado pelo Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) «por insuficiência de indícios e proteção das comunicações privadas».

Para o líder portista, a Direção da FPF «não pode tratar esta crise como uma mera divergência interna», uma vez que «o que está em causa é a confiança nos processos, nas nomeações e na integridade das competições após uma época desastrosa».

 

Fonte: TVI

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